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Traduzindo uma mecânica promocional física para um ecossistema digital 

Em 2024, liderei a adaptação de uma mecânica promocional amplamente consolidada no varejo físico para um ambiente digital de autosserviço.

Comparativo entre mediação física e autonomia digital — base para definição da experiência.

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O desafio

A promoção oferecia descontos progressivos com base no volume e na combinação de produtos. No ambiente físico, vendedores mediavam a regra e orientavam o cliente. No digital, o usuário precisava compreender a lógica, acompanhar sua progressão e desbloquear o benefício de forma totalmente autônoma.

O desafio não era simplesmente “levar a promoção para o online”. Era transformar uma lógica operacional complexa — responsável por grande parte da receita offline — em uma experiência clara, previsível e escalável dentro de um ecossistema digital onde múltiplas campanhas poderiam coexistir.

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Exemplo de funcionamento

A mecânica oferecia descontos progressivos conforme o cliente aumentava o volume de itens dentro de uma mesma linha de produtos.

Quanto maior a quantidade combinada — independentemente de serem SKUs diferentes da mesma categoria — maior o percentual de desconto desbloqueado.

 

A lógica era simples no papel:

  • Atinge o primeiro volume → desbloqueia X%

  • Atinge o segundo volume → desbloqueia Y%

  • Atinge o terceiro volume → desbloqueia Z%

 

No ambiente físico, o vendedor conduzia esse processo. No digital, a progressão precisava ser visível, compreensível e previsível.

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Estrutura de desconto progressivo por volume dentro da mesma linha de produtos.

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Mapeamento da jornada evidenciando quebra de pedidos e coexistência de campanhas.

Estruturação do problema

Antes de propor qualquer solução visual, mapeei a jornada completa e construí um blueprint para entender o impacto sistêmico da mecânica.

O diagnóstico mostrou que o desafio ia além da interface. A definição de cross-sell havia mudado — de combinação entre categorias para combinação dentro da mesma categoria — alterando a lógica de progressão do desconto.

 

Além disso:

  • Um mesmo pedido poderia concentrar múltiplas campanhas e barras de progresso.

  • Pedidos eram divididos internamente por condições de pagamento e por unidade de negócio, quebrando a lógica do desconto.

  • Um produto poderia participar de duas promoções simultaneamente, acumulando benefícios.

 

Ficou claro que o risco não estava apenas na comunicação da regra, mas na fragmentação da experiência.

A complexidade era estrutural.

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Prototipação e validação

Com os principais riscos mapeados no blueprint, transformei os pontos críticos em protótipos de média fidelidade para testar a clareza da progressão e da comunicação da mecânica.

O foco não era estética, mas compreensão:

  • O usuário entendia como desbloquear o desconto?

  • Conseguia prever o benefício ao aumentar o volume?

  • A coexistência de campanhas gerava ruído?

Os testes mostraram que o principal risco não estava na regra em si, mas na percepção da progressão como incentivo.

Principais aprendizados:

  • A visibilidade da promoção precisava começar antes do checkout.

  • Os marcos da régua precisavam ser mais explícitos.

  • A comunicação da mecânica precisava ser direta e objetiva.

Esses insights orientaram os ajustes na régua e na organização das campanhas antes de expandir a presença da mecânica na jornada.

Antes dos testes de usabilidade
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Depois dos testes de usabilidade
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Após os testes, o banner foi aprimorado para comunicar de forma mais clara os níveis de desconto por quantidade de itens, e abas foram implementadas para organizar campanhas simultâneas, reduzindo ambiguidades e melhorando a navegação.

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Priorização da barra de progresso como elemento central da experiência, permitindo antecipar o lançamento da mecânica e iniciar rapidamente sua validação.

Decisão estratégica

Mesmo após os testes, havia pressão para disponibilizar a mecânica no digital rapidamente. A campanha já era consolidada no offline e representava parcela relevante da receita.

 

O dilema era claro: esperar a implementação completa ao longo da jornada ou lançar uma versão enxuta e evoluir com base em dados reais?

 

Optamos por uma entrega incremental.

Iniciamos com a barra de progresso concentrada no checkout — o ponto mais crítico para comunicar o benefício — garantindo visibilidade mínima da mecânica sem ampliar sua presença em toda a experiência.

 

Não era a versão ideal.
Era o estrategicamente possível.

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Resultados e evolução

O lançamento inicial no checkout permitiu validar rapidamente a adesão à mecânica e medir seu impacto no comportamento de compra.

 

Nos 3 primeiros meses, observamos:

- Crescimento de 51% no ticket médio dos pedidos que utilizaram a mecânica.

- Aumento de 61% na média de SKUs por pedido.

- Participação da campanha alcançando 40% do volume transacionado no período analisado.

 

Com o impacto validado, expandimos gradualmente a presença da mecânica para outros pontos da jornada — como cards de produto e página do vendedor — consolidando sua atuação desde a descoberta até o checkout.

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Comparativo entre pedidos com e sem a mecânica após o lançamento no checkout.

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Transformação de um ativo interno em experimento

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(em contrução)

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